Todos os reservatórios dos sistemas hídricos dos rios Grande (MG/SP) e Paranaíba (DF/GO/MG/MS) estão operando dentro da Faixa de Operação Normal em fevereiro, de acordo com as resoluções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nº 193/2024 e nº 194/2024. Ambas entraram em vigor em 2 de dezembro de 2024 e definem as vazões máximas a serem liberadas pelos reservatórios com base no armazenamento registrado no primeiro dia de cada mês.
No rio Grande, os reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas (MG) e Marechal Mascarenhas de Moraes (MG) apresentaram níveis de armazenamento de 56% e 74%, respectivamente, no dia 1º de fevereiro. Já no rio Paranaíba, os reservatórios das usinas de Emborcação (GO/MG) e Itumbiara (GO/MG) registraram volumes armazenados de 52% e 72%, respectivamente. Esses índices colocam os reservatórios na Faixa de Operação Normal, sem necessidade de restrições na vazão defluente (liberada) máxima média mensal para o mês de fevereiro.
As novas normas visam a garantir a conservação de água e a ampliação do armazenamento nos reservatórios de ambas as bacias hidrográficas, promovendo uma maior segurança hídrica para os diversos usos da água, como abastecimento, turismo, geração de energia, entre outros.
A ANA realiza reuniões mensais na Sala de Acompanhamento da Região Hidrográfica do Paraná, com a próxima delas marcada para 27 de fevereiro, uma quinta-feira, às 10h. As reuniões podem ser acompanhadas ao vivo pelo canal da ANA no YouTube. Além disso, a Agência disponibiliza boletins diários de acompanhamento dos Sistemas Hídricos do Rio Grande e Paranaíba em seu site: https://www.gov.br/ana/pt-br/sala-de-situacao/sistemas-hidricos-dos-rios-grande-e-paranaiba.
Bacia do?rio?Grande
Com mais de 143 mil km² de área de drenagem, a bacia hidrográfica do?rio?Grande?fica na Região Hidrográfica do Paraná e tem 60,2% de sua área em Minas Gerais e 39,8% em São Paulo. Nos 393 municípios da bacia, vivem cerca de 9 milhões de habitantes e a região é marcada por trechos de Cerrado e Mata Atlântica. Na bacia do?Grande?há 12,37% de recursos hídricos de domínio da União (interestaduais), 51,4% de Minas Gerais e 36,23% de São Paulo.
O?rio?Grande?nasce na Serra da Mantiqueira, em Bocaina de Minas (MG), numa altitude de 1980 metros, e forma o?rio?Paraná ao se encontrar com o?rio?Paranaíba na divisa entre Santa Clara do Oeste (SP) e Carneirinho (MG). Na bacia está instalado um dos principais parques geradores de energia hidrelétrica do País e há indústrias, parques aquícolas, extensas áreas agrícolas irrigadas e importantes cidades mineiras e paulistas, como Uberaba (MG) e Ribeirão Preto (SP). Se fosse uma unidade da Federação, a bacia hidrográfica estaria entre as cinco mais importantes do Brasil.?
Bacia do rio?Paranaíba?
O rio?Paranaíba, cuja nascente fica no município de Rio?Paranaíba?(MG), na Serra da Mata da Corda, percorre 1.160km até sua foz, no encontro com o rio Grande entre os municípios de Aparecida do Taboado (MS) e Carneirinho (MG). A bacia do?Paranaíba?tem mais de 8,5 milhões de habitantes que vivem predominantemente em áreas urbanas num total de 197 municípios de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Localizada no Planalto Central, a bacia possui usos da água para diferentes atividades econômicas, como a agricultura irrigada, para consumo humano e para geração hidrelétrica com importantes usinas para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Assessoria Especial?de?Comunicação Social (ASCOM)?
Agência Nacional?de?Águas e Saneamento Básico (ANA)
(61) 2109-5129/5495/5103?