• 19 de março de 2026
  • JORNAL DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO
  • 11

Soltura de animais silvestres conduzida pelo Ibama inclui análise ambiental da região, em MG

Ação devolveu nove espécimes à natureza em fevereiro; equipe confirmou adequação da região para receber animais
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, em fevereiro, mês do aniversário de 37 anos da instituição, uma soltura de nove animais silvestres em Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas) das Fazendas Formoso I e II, no município de Formoso (MG).


Foram devolvidos ao ambiente natural três saguis-de-tufo-preto (Callithrix penicillata), três cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), dois bugios (Alouatta caraya) e um quati (Nasua nasua), considerados aptos para soltura após passarem por tratamento, recuperação e protocolos de reabilitação comportamental no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama no Distrito Federal.


Durante esse processo, os espécimes permaneceram em recintos com enriquecimento ambiental que simulam as condições da natureza, estimulando comportamentos essenciais como busca por alimento e reconhecimento de possíveis predadores.


Área tecnicamente aprovada para receber animais


No escopo da atividade conduzida pelo Cetas/DF, também houve participação de equipe da Coordenação de Gestão do Uso Sustentável da Flora (Cousf), unidade vinculada à Diretoria de Biodiversidade e Florestas (DBFlo), do Ibama, a qual produziu um relatório técnico ambiental sobre a vegetação da área e sua conectividade com unidades de conservação da região.


O documento identificou aproximadamente 640 hectares de vegetação preservada do bioma Cerrado, com formações como cerrado stricto sensu, campos limpos e sujos, além de veredas, buritizais e matas de galeria. A análise ainda destacou a localização estratégica da soltura, próximo a importantes unidades de conservação, como o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, a Área de Proteção Ambiental das Nascentes do Rio Vermelho e o Refúgio de Vida Silvestre do Oeste Baiano. A região apresenta mosaicos de vegetação nativa interligados por fragmentos florestais, áreas de preservação permanente e reservas legais, formando corredores ecológicos que favorecem o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre populações silvestres.

Empresas participantes